Medo ecológico

Postado por Redação Sustenta! em 28 setembro 2009 - 17:55

Sua opinião sobre algum produto depende das informações que recebe sobre ele ou de sua percepção? Para Daniel Goleman, colunista do The New York Times, a primeira opção é a mais frequente entre os consumidores. Goleman exemplifica sua opinião falando sobre o “medo ecológico”, uma forma de evitar ou recusar produtos quando se tem conhecimento sobre seu prejuízo que causam ao meio ambiente.

O medo ecológico surge, por exemplo, quando se descobre que o filtro solar das crianças têm substâncias químicas cancerígenas ou que a empresa que produz o iogurte que você toma emite nível maior de gás carbônico do que seus concorrentes. A questão, segundo Goleman, não é parar de usar protetor solar ou de tomar iogurte, mas de saber escolher as marcas que não apresentam tais desvantagens.

“Psicólogos chamam isso de ‘efeito de contraste’: enquanto o item A parece ser ruim, temos uma preferência mais forte pelo item B. É uma benção para produtos que não fazem mal nenhum”, escreve em seu blog, o Happy Days.

De acordo com a ecologia industrial, que analisa os impactos ecológicos dos produtos, poucos ou nenhum dos produtos fabricados atualmente teriam amor pela natureza. Para o jornalista, isso indica que a nossa era é a do medo ecológico, “porque praticamente todas as plataformas, processos e produtos químicos foram desenvolvidos quando as pessoas eram alheias aos seus impactos ecológicos. Não é que ninguém ligasse para isso - ninguém sabia realmente”.

Goleman conclui seu artigo observando que uma vez que a transparência ecológica chegue às lojas, surge uma oportunidade para darmos nosso voto aos produtos de menores impactos ambientais. “Para isso será necessário enfrentar verdades desestimulantes sobre nossos produtos favoritos e o risco de uma forte dose de desgosto”.

Confira o artigo na íntegra (em inglês).

 


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