Postado por
Redação Sustenta! em
12 agosto 2009 - 16:01
Marina Franco
Pesquisa do Instituto Trata Brasil em parceria com o Ibope foi divulgada hoje e revela que 31% da população brasileira não sabe o que é saneamento básico. Além disso, 28% não sabem dizer para onde vai o esgoto das cidades, 17% não sabem se o esgoto é tratado e outros 26% não conseguem explicar sobre como o esgoto interfere na própria qualidade de vida.
Intitulada “Percepções sobre Saneamento Básico”, a pesquisa ouviu, na última semana de junho, 1.008 pessoas das 79 cidades do país com mais de 300 mil habitantes. Em pergunta de múltipla escolha sobre a especificidade do termo “saneamento básico”, 54% respondeu que ele tem a ver com serviços de esgoto, 28% com serviços de água, 15% com coleta de lixo, 14% de limpeza pública e 8% com pavimentação.
A pesquisa também abordou se as casas dos entrevistados estão ligadas às redes de esgoto. E um a cada cinco domicílios declara que não está ligado à rede pública, sendo que a estatística é maior na região Nordeste. Dentre as famílias da classe D/E, 32% não tem acesso ao esgoto. Na classe C o índice é de 21% e 9% na classe A/B.
“O saneamento é uma agenda atrasada no País. Ele é o esgoto da infraestrutura”, declarou o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho.
Questão de política
A insatisfação com os serviços de coleta e tratamento de esgoto foi citada por um quarto dos entrevistados, enquanto a metade se sente satisfeita (61% estão na região Sul). 24% pensam que a atual administração não tem feito nada para que toda a sua cidade tenha o serviço e 61% acham que há esforços mas não o suficiente.
Quando comparada com outros problemas, o saneamento básico não aparece como prioridade. A área mais citada foi saúde (49%), seguido de segurança (46%), drogas (40%), educação (28%), emprego (27%), calçamento e pavimentação (11%), limpeza pública (11%) e, apenas em sétimo, saneamento básico (10%). Se comparado separadamente com questões como educação, saúde e segurança, a questão fica despercebida.
Para o diretor de atendimento e planejamento do IBOPE, Hélio Gastaldi, esta “é uma questão quase invisível”. Isso porque, ao mesmo tempo em que não está entre as maiores insatisfações da população, e que não se leva em conta o saneamento na decisão do voto (apenas 2% o fazem), ele não é tratado com importância devida pelos políticos. Para 61% dos entrevistados, os serviços de esgoto não foram percebidos como uma preocupação dos candidatos a prefeito em 2008.
Melhorias
Surpreendente para Gastalfi foi o fato de que 68% sabem que o principal responsável pelo saneamento são as prefeituras. Entre ampliação da atual rede ou o tratamento do que é coletado, a preferência é pela primeira solução, com 54%.
Aqueles que não estão ligados à rede de saneamento se interessam por receber os serviços, mas metade não está disposta a pagar por isso ou está indecisa quanto ao pagamento. Ainda assim, dentre os que pagariam (31% das casas sem o serviço), a média do preço seria de R$ 44. Ainda sobre custos, houve reclamação sobre o atual valor cobrado na conta de água, comparado ao serviço prestado. Metade das pessoas o considera caro.
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comentários
naiara dias
naiara19_@hotmail.com
18 setembro 2009 - 22:03
porque samiamento básico e importante
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